Circuito Turístico Noroeste das Gerais

29 abr, 2011 por jnminas    1 Comentario     Postado em: Notícias, O Jornal
 

 

 

Os Circuitos Turísticos surgiram da necessidade de diagnosticar, planejar e desenvolver uma determinada região com grande potencial turístico, no intuito de trazer uma sustentabilidade ambiental e financeira a suas comunidades.


A Associação do Circuito Turístico Noroeste das Gerais tem como objetivo a integração dos municípios que compõem a mesma, Paracatu, sua sede, Unaí, João Pinheiro, Lagoa Grande, Santa Fé de Minas e Buritis, formando um cluster turístico a fim de fomentar os diversos produtos existentes nesses municípios.
Essa região foi o centro geográfico do Brasil, foi palco dos mais importantes acontecimentos da nossa história.
Por estas terras passaram não apenas o ouro e outras riquezas das minas para o litoral, mas também por elas chegavam às comitivas e as novidades da metrópole.
Suas cidades guardam igrejas, casas, monumentos, ruínas que evocam um passado repleto de histórias e vultos.


Estes destinos turísticos são formados por um conjunto de cidades que possuem um dos mais representativos patrimônios culturais, artísticos e históricos de Minas Gerais. Para quem aprecia a erudição e a cultura, o ambiente é o mais adequado, as artes fazem parte da cultura local, com inúmeros artistas desenvolvendo e expondo seus trabalhos em escultura, pintura e música. O artesanato é de grande versatilidade, preserva a identidade de sua gente e transforma o utilitário em belas obras de arte.
A região oferece ainda cavalgadas, caminhadas, mountain bike e passeios de off road por belas trilhas, lugares apropriados para o esportes radicais e de aventura, como escalada, rapel, rafting, mergulho, corrida de aventura e etc., onde a emoção supera a razão, levando sua adrenalina ao máximo.


Há uma grande diversidade de cavernas, grutas e cachoeiras a serem exploradas pelos mais ousados. Nas cidades que compõem o circuito você também encontra tranquilidade e sossego. O clima é temperado, as chuvas bem distribuídas e não faz bastante frio no inverno. Na zona rural, as fazendas oferecem refúgios tranquilos onde a arquitetura se contrata com a natureza e se manifesta em lazeres típicos do turismo rural e Ecoturismo.
A responsabilidade por essa revolução silenciosa é da sua Presidente Eloisa Cunha e seu Gestor, o turismólogo Anderson Rodrigues Bijos, que tem feito o possível para que esse mercado seja desenvolvido.

Por: Anderson Bijos

ENTREVISTA

HELOISA CUNHA / SECRETARIA DE TURISMO DE PARACATU

JNM: Eloisa, como é administrar o turismo na região do Circuito Turístico?
Eloísa: Administrar o turismo na região do Noroeste de Minas é uma tarefa árdua, os municípios ainda não têm uma política de turismo, o governo brasileiro vem concentrando esforços no aprimoramento das políticas públicas destinadas a ampliar a capacidade inclusiva da atividade turística.

Entende-se que o papel dos governos, nesse caso, é ser um agente fomentador e coordenador no que diz respeito à participação de empresas, da sociedade civil organizada, com objetivos claramente definidos. Nessa perspectiva, queremos desenvolver o setor turístico com vistas à inclusão, privilegiando a ótica dos envolvidos na atividade sob três vieses: o turista, o prestador de serviços e o destino turístico.
JNM: Eloisa, quais são as principais ações do Circuito para a região?
Eloisa: As ações estão sendo feitas com a máxima seriedade possível, foi redigido o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Turismo Regional do Circuito Turístico Noroeste das Gerais 2011 – 2014, o Plano de Ação 2011 e estamos trabalhando na habilitação dos municípios ao ICMS Turístico. Os parâmetros para essa distribuição terão por base o nível de envolvimento das Prefeituras, no processo de desenvolvimento turístico local, e de adesão às políticas de turismo dos Governos Estadual e Federal. Nesse sentido, algumas ações pontuais, que terão que ser executadas para fazerem jus aos benefícios desta nova proposta de redistribuição de receita. Além disso, estamos propondo ações como:
Implantação de projeto de sinalização turística urbana e de atrativos;
Implantação de projeto de estudo de demanda turística;
Implantação de programa de capacitação e sensibilização de Gestores municipais;
Sensibilização dos Prefeitos para a implantação de leis regulamentadoras;
Sensibilização dos empresários do setor para o envolvimento nas questões públicas do turismo.
JNM: Eloisa, quais são as suas expectativas com relação ao desenvolvimento do turismo na região?
Eloisa: As expectativas são as melhores possíveis, pois as ações de fato vêm-se concretizando através de idéias e compromissos assumidos anteriormente. Não se trata apenas do desenvolvimento do turismo, mas, sobretudo, de um turismo de desenvolvimento, que faça cumprir o exercício da consciência ética além do negócio turístico. Um turismo trabalhado de maneira coletiva e sustentável é o que estamos fazendo, para que haja geração de receita, visando o consumo responsável.
JNM: Eloisa, qual a sua visão política com relação ao turismo da região?
Eloisa: Estratégias futuras precisam ser delineadas em termos de políticas públicas e sociais, tendo uma visão global com ações locais, voltadas para o desenvolvimento integrado e sustentável, a melhoria das condições de competitividade do sistema produtivo local, expansão das oportunidades de investimento no âmbito das potencialidades efetivas de cada localidade.
JNM: Eloisa, além de ser presidente do Circuito Turístico Noroeste das Gerais, você também é Secretária de Indústria, Comércio e Turismo de Paracatu. Quais os avanços que o município tem alcançado com relação ao turismo?
Eloisa: O município tem avançado muito com relação ao turismo, o turismo de negócio e o turismo acadêmico são os que predominam hoje em Paracatu, mas estamos trabalhando para desenvolver as outras vertentes como o turismo cultural, o turismo religioso, o turismo de aventura, o turismo esportivo, o turismo rural, o ecoturismo, o turismo da melhor idade e etc. Em prol desse desenvolvimento o município conta com o Conselho Municipal de Turismo – COMTUR, constituído e em funcionamento e foi criado recentemente o Fundo Municipal de Turismo – FUMTUR. Quando se pensa em turismo tem que se pensar primeiro nesses dois conselhos, sem eles é impossível ter sustentabilidade para trabalhar o turismo local.
JNM:  Na cidade existem pessoas preparadas para conduzir turistas?
Eloisa: Paracatu hoje já tem uma parte da estrutura para atender o turista que aqui chegar, existe o Centro de Atendimento ao Turista – CAT, que é administrado pela prefeitura em parceria com a Associação de Condutores de Turismo de Paracatu – ACONTUP. Os condutores que fazem parte dessa associação foram forma por historiadores locais e estão aptos a conduzirem o turista que aqui chegar. Já trabalhamos com três empresas de turismo de Brasília – DF, escolas de várias cidades da região e naturalmente de Paracatu.
JNM: Quais são as suas considerações finais?
Eloisa: O meu objetivo como secretária é continuar estimulando para que grande parte do setor funcione de forma organizada dependendo cada vez menos do governo municipal, e para que isso aconteça é de suma importância que as empresas privadas trabalhem junto ao pode público. Em Paracatu sempre contamos com a sensibilidade do Prefeito Vasco para o desenvolvimento inteligente do turismo, e como presidente do Circuito a minha intenção é levar para os outros municípios o modelo de desenvolvimento de Paracatu. Nessa perspectiva, queremos desenvolver o setor turístico com vistas à inclusão, privilegiando a ótica dos envolvidos na atividade sob três vieses: o turista, o prestador de serviços e o destino turístico. Gostaria de deixar o convite a todos os prefeitos da região que não fazem parte desta associação para que venha fazer parte da mesma. Os municípios interessado podem entrar em contato conosco através do telefone (38) 3672-2026, (38) 9916-8947, (38) (9995-9019) ou pelo e-mail ctnoroestedasgerais@hotmail.com.
Anderson Rodrigues Bijos
Turismólogo, Gestor da Associação do Circuito Turístico Noroeste das Gerais, Presidente da Associação dos Amigos e Produtores de Água do Prata – AMPRA, Secretário da Associação de Condutores de Turismo de Paracatu – ACONTUP, Conselheiro do Movimento Cultural de Paracatu, Professor, Escritor e Membro do Lions Clube de Paracatu.

1 Comentario + Adicionar Comentario

  • Conforme comentário feito por mim recentemente no guia Ecoviagem, esse circuito, é sem dúvida o menos representativo e atrativo do Estado de Minas, tendo em vista o grande patrimônio que se perdeu ao longo do tempo nos contextos históricos e culturais, como foi o caso de Paracatu. Isso sem contar que o Cerrado está sendo dilacerado, arrasado, destruído impiedosamente para atender aos apelos do agronegócio. Acrescente-se ainda os danos ambientais irreparáveis que vêm sendo perpetrados pelas grandes mineradoras. Tudo isso ocorre apesar da Região Noroeste ser a menos populosa do Estado de Minas Gerais. Mesmo assim em algumas das cidades citadas nesse circuito existem alguns pontos de interesses (não muito relevantes) mas que poderão atrair turistas desde que sejam criadas condições mínimas para recebê-los.

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